27 de jul de 2017

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quinta-feira, julho 27, 2017





Em abril de 2017, foi realizada com as turmas de 3° ano do Colégio  Estadual Mário Augusto Teixeira de Freitas, uma dinâmica sobre os direitos  humanos, elaborada pelo conjunto dos bolsistas do PIBID de Sociologia da Universidade Federal da Bahia que atuam no colégio. Tal dinâmica consistiu em apresentar aos alunos frases famosas e controversas que atacam e ofendem os direitos humanos, as frase selecionadas foram midiatizadas por partirem de personalidades famosas como cantores, políticos, comediantes e atores. Após cada aluno escolher uma frase, foi proposto a estes que discorressem acerca do que pensavam de tal declaração, em uma pequena redação que deveria ser entregue no final da dinâmica. Ao terminarem o processo de escrita, o conteúdo das frases foi posto em discussão, o que gerou um debate muito produtivo acerca das noções dos direitos humanos, incluindo também uma discussão sobre as opressões, como o machismo, o racismo e a lgbtfobia.

2 de jul de 2017

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| domingo, julho 02, 2017


      A primeira intervenção do Pibid Sociologia no colégio Thales de Azevedo realizou-se de forma continuada e em quatro etapas. Num primeiro momento, as/os bolsistas divididos em turmas diferentes, apresentaram o tema sobre gênero e sexualidade, lançaram perguntas e ouviram as/os estudantes no que diz respeito a  “coisas de meninos e coisas de meninas”. A partir disto, foi confeccionado um mural explicativo, classificando coisas de meninos, coisas de meninas e coisas que servem para ambos, de acordo com a temática e a vivência cotidiana das/os estudantes.). Foi um momento inicial voltado para saber as concepções das/dos estudantes sobre o que é gênero, e que a partir daí as dinâmicas em cada sala foram um pouco diferentes; o produto final - o mural - foi registrado em todas as turmas e este será recuperado em diversos momentos das próximas intervenções para explicações mais aprofundadas da temática.
      No segundo momento foi apresentado um esquema, através de slides didáticos explicativos, os significados dos conceitos que estão compreendidos dentro tema gênero e sexualidade (gênero, identidade de gênero, orientação sexual, expressão de gênero). Foram retomadas as frases e ilustrações do mural do primeiro momento para exemplificar que no senso comum tem-se uma ideia equivocada (ou negligenciada) destes conceitos e que disto reverbera na falta de respeito quanto a individualidade dx outrx, opressões, violências de gênero etc.  Na sequência, abriu-se um debate para a turma onde, com a mediação das/dos bolsistas, provocações acerca do tema e sobre reflexões quanto a postura delas/es quando se deparam com situações como estas, seja no colégio ou na vivência diária.
      O terceiro momento da intervenção teve como enfoque trabalhar questões relacionadas à violência de gênero, tanto associadas ao feminicídio quanto à LGBTQfobia. Para pautar tal ação, foram usados vídeos e cartilhas, os quais foram discutidos em sala de aula. Primeiramente, os discentes assistiram a “E se fosse com você (Por que criminalizar a homofobia?) - Põe na roda” e “Encontrando Bianca”, com o intuito de que se introduzissem questões aos alunos, para que, assim, reflexões fossem dadas. Em seguida, a sala foi dividida em quatro grupos, sendo entregues cartilhas (previamente elaboradas pelos bolsistas) a cada estudante – com o tema aqui apontado – as quais continham cartoons, da cartunista Laerte, e texto de cunho informativo, o qual continha dados estatísticos em forma de gráficos. Com isso, foi possível embasar tanto uma pequena discussão, sobre o assunto, considerando uma liberdade de posicionamento das/dos estudantes, tida em sala de aula, quanto a última etapa da intervenção, a que as/os alunas/alunos elaborarão cartazes sobre violência de gênero, socializando as questões, pertinentes ao tema, em boa parte do colégio.
      No quarto momento @s estudantes foram divididos em equipes com a proposta de construção de um mural que abordasse os conceitos trabalhados e a questão da violência de gênero e a transfobia. Tratando-se de uma produção independente foi nessa fase em que vimos de forma mais clara o resultado de todo o processo dessa intervenção. O mural foi tanto um objeto de informação para o todo da escola, quanto um método de sensibilização para @s estudantes que o construíram, além de um instrumento de empoderamento para aqueles e aquelas que sofrem com a violência de gênero.

30 de nov de 2016

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quarta-feira, novembro 30, 2016
    No dia 03/11/2016, no Colégio Estadual Padre Palmeira, foi aplicado um aulão do Enem pelos bolsistas do Pibid, supervisionados pela coordenadora Deise Queiroz. Tal atividade teve como intuito a explanação de um melhor entendimento a respeito de como as questões de Ciências Humanas são postas no Exame, assim, tratando sobre técnicas e métodos para responder tais questões – tendo como norteadora do processo questões relacionadas a matéria de sociologia.

      Com o intuito da execução da atividade, foram tidas duas etapas: a primeira tratando do momento de elaboração, enquanto que a segunda se refere a aplicação da atividade em si.

      O primeiro momento se deu na perspectiva de coleta das questões para serem trabalhas em sala de aula, com alunos/alunas do terceiro ano, possuindo como base os Exames de 2008 a 2015, dessa forma, cada bolsista estando responsável por um ano, devendo coletar quatro questões – as quais ele/ela seria responsável por destrinchá-las, as respondendo na atividade no Padre Palmeira. Ademais, o momento da elaboração contou com reuniões para serem delimitadas a data que seria feita tal atividade e a respeito de como a atividade seria feita – essa reunião tendo como presentes a coordenadora Deise Queiroz e os/as bolsistas.

    O segundo momento, o qual se refere propriamente à atividade no colégio, contou com uma presença considerável de estudantes, com uma dinâmica em que intercalava com duplas e trios a explanação das questões. Desse modo, questões de sociologia do Enem foram destrinchadas, buscando apontar para: a importância da interpretação do texto, localização de pontos principais no texto da questão, se atentar à o que a pergunta solicita e aos componentes presentes nela e compreender o tema principal da questão, além de serem dadas dicas a respeito de como devem se posicionar e agir perante toda a prova do Enem, sendo necessário calma, atenção, responsabilidade para com horário e documentos e nutrição em meio à prova. Em paralelo e isso, buscando implicar uma dinamicidade à atividade, foram dadas cinco placas a cada estudante presente – elaboradas com papel ofício e hidrocor – nas quais continha a letras a, b, c, d, e com cores diferentes, para que, assim, no momento da resolução das questões, eles/elas pudessem se posicionar perante às respostas de forma lúdica. 



10 de nov de 2016

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quinta-feira, novembro 10, 2016




A violência no Brasil, com ênfase no extermínio da juventude negra, foi o tema da intervenção realizada em 25 de outubro de 2016, pelas bolsistas Rosângela Magalhães e Jaqueline Barreto, sob supervisão do professor de Sociologia Wagner Carvalho,  no Colégio Teixeira de Freitas, localizado no bairro de Nazaré, centro da capital baiana. Na semana anterior à intervenção, as bolsistas entregaram textos e reportagens impressas que abordam a temática do genocídio dos jovens negros no país aos três grupos formados. Os discentes foram encarregados em ler os textos, elaborar uma dissertação sobre o tema e levar  na aula seguinte recortes de jornais , revistas e sites. 

A metodologia consisitiu em conceder " voz" aos educandos, com a abertura da possibilidade de construção textual e reflexão pelos alunos. A turma protagonizou a atividade com questionamentos e comentários que dialogam com a realidade na qual convivem no cotidiano. Os textos escritos pelos grupos foram lidos e socializados com a turma. Após as leituras, foram montados os murais com os recortes da imprensa que foram pesquisados e selecionados pelos próprios discentes. Além da discussão sobre o quadro de extermínio, o objetivo da intervenção foi promover protagonismo aos educandos, concebidos como "sujeitos políticos". 

8 de nov de 2016

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| terça-feira, novembro 08, 2016


Na última semana de agosto, a equipe do PIBID- Sociologia retornou as atividades no Colégio Estadual Mário Augusto Teixeira de Freitas, localizado no Centro da cidade, retomando com as atividades da segunda metade do ano letivo. A atividade proposta que tratou dos “Movimentos Feministas”, compõe parte do conteúdo programático da unidade e propôs reflexão sobre considerações gerais e especificidades de movimentos sociais. A atividade em questão foi realizada na turma ministrada pelo professor Wagner Carvalho, da disciplina Sociologia, destinada às turmas do 3º ano do ensino médio. A proposta da atividade também dá continuidade à construção de conhecimento pertinente ao tema, que é amplo em suas vertentes e considerável, quando tratamos de equidade de gênero e de conquistas de direitos das minorias e dos movimentos sociais.

A organização da atividade consiste em duas etapas. Como foi feita? Primeiramente, apresentamos o vídeo cujo título é "Porque você precisa do Feminismo?", o curta-metragem relata as conquistas do movimento feminista ao longo da história; a segunda etapa constituiu-se pela instigação ao debate, solicitando que os estudantes se pronunciassem sobre as suas primeiras impressões, quando pensavam na palavra Feminismo, e a partir disto fomos norteando o debate, de acordo com as experiências apresentadas pelos estudantes, procurando desconstruir em conjunto, com pré-noções baseadas na opressão de gênero e mostrando as principais vertentes existentes no movimento.

Na turma do 3º ano C, nem todos os alunos da turma estavam presentes, devido ao fato de ser o primeiro horário do turno vespertino, mas nem por isso a atividade deixou de ser proveitosa, pois os estudantes demonstraram grande entusiasmo com a apresentação da atividade, prestando bastante atenção ao vídeo e mostrando-se ativos para participarem. A intervenção começou com alguns minutos de atraso por causa de pequenos problemas de som, que foram logo resolvidos; inicialmente, apresentamos a atividade para todos e, após a exibição do curta-metragem, registramos no quadro palavras ou frases ditadas pelos estudantes sobre suas noções de feminismo, e também anotamos na lousa, a frase “We Can Do IT” (Nós podemos fazer isso!),  destacando um ícone da campanha publicitária do movimento feminista, que pretende simbolizar a força da mulher e do feminismo. Abordamos nesta turma, questões referentes à importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres na sociedade, relatando os diversos impactos do machismo na vida destas, mostrando as principais pautas das vertentes presentes no movimento, como por exemplo: feminismo negro e o radical - desconstruindo, através da reflexão, algumas visões estereotipadas apresentadas em sala de aula, como exemplos: a noção de que “o feminismo é o oposto do machismo” e a noção de “falta de necessidade de criação lei específica contra a violência à mulher”. A duração real foi estimada em 40 minutos, mas conseguimos administrar bem o rendimento da atividade, deixando espaço para que todos os estudantes participassem.