20 de dez de 2017

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quarta-feira, dezembro 20, 2017


 No dia 15 de agosto de 2017, o PIBID Sociologia realizou intervenção no Colégio Estadual Thales de Azevedo sobre a forma como as relações raciais se estabelecem na sociedade brasileira. A atividade foi direcionada para estudantes do 3º ano do Ensino Médio e buscou apresentar epistemologias africanas para construir diálogos sobre a colonização dos saberes tradicionais das culturas africanas e a valorização da história da África e seus personagens.
 As intervenções aconteceram em parceria com a Biblioteca Estadual Thales de Azevedo. No espaço do auditório da biblioteca, pudemos assistir ao vídeo “O perigos da história única”, protagonizado pela escritora negra nigeriana Chimamanda Adichie. Para o debate sobre a colonização dos saberes tradicionais africanos, as turmas foram divididas em círculos e todos sentaram no chão como uma forma de aproximação dos ritos tradicionais de transmissão de conhecimento através da oralidade.
 A intervenção, através de suas atividades propostas, contribuiu para a apropriação de conhecimentos que superam a abordagem dos livros didáticos e das aulas tradicionais sobre história da África e seus personagens. Além disso, suscitou a percepção sobre como essa construção hegemônica do conhecimento determina o caráter das relações raciais na sociedade brasileira.
Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quarta-feira, dezembro 20, 2017



 No dia 12 de agosto de 2017, as e os estudantes do terceiro ano, do ensino médio, do Colégio Estadual Thales de Azevedo participaram de uma atividade extra-escolar na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Esta foi resultado da parceria PIBIB- sociologia com o grupo da Ação Curricular em Comunidade e em Sociedade (ACCS) Prática Arqueológica em Comunidade( PAC), que tem como objetivo estreitar as trocas entre a universidade e a comunidade externa. A partir do tema referente a esta ACCS (arqueologia), tendo em vista a relevância deste assunto na construção histórica, patrimonial e identitária do indivíduo, faz-se mister sua introdução diante da escassez da abordagem desta temática nas instituições de ensino.
 O grupo da ACCS Pratica Arqueológica em Comunidade já desenvolve este trabalho de aproximação da temática com o publico externo a universidade, na região da Chapada Diamantina. Juntamente com o PIBID- Sociologia, esta intervenção foi pensada de forma adaptada ao contexto dos recursos existentes. Desta forma, a atividade foi realizada da seguinte maneira: 1. Introdução dos conceitos básicos da arqueologia e do campo de atuação do arqueólogo, com a apreciação de recursos fotográficos e filmagens, afim de desconstruir a ideia convencional sobre a prática arqueológica. 2. Atividade prática, utilizando como recurso a manipulação dos diferentes tipos de materiais arqueológicos. 3. Exposição de diferentes tipos de materiais arqueológicos (líticos e cerâmicos).
Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quarta-feira, dezembro 20, 2017
Foi discutida, pelos/pelas bolsistas e supervisora do Pibid Sociologia UFBA que atuam no Colégio Estadual Thales de Azevedo, a necessidade de um momento para tratar a respeito do Exame Nacional do Ensino Médio, tendo em vista os/as estudantes assistidos pelo programa no colégio - 3º ano do Ensino Médio. Desse modo, foram executadas e elaboradas duas atividades: simulado de humanas (em conjunto com professores do colégio) e um "aulão" para tratar a respeito das questões de sociologia.

 O simulado de humanas foi realizado no último sábado de setembro, 30/09/2017, e contemplou questões da área das ciências humanas com o objetivo de preparar os estudantes do ensino médio para o Enem. A elaboração do simulado foi feita pela coordenação, em conjunto com as/os professores, que selecionaram as questões que o contemplariam a prova. Ficou sob a responsabilidade das/os bolsistas do Pibid Sociologi a o auxílio com a produção da capa da prova e sua separação em cores diferentes, como ocorre no Enem, bem como a sua aplicação em conjunto com as/os professores do colégio. O simulado de humanas no Thales de Azevedo foi de suma importância para a familiarização das/os estudantes com a prova, bem como para as/os bolsistas que puderam acompanhar seu processo de construção e aplicação.

 Já o "aulão", o qual ocorreu na data de 31/10/2017, foi dado um enfoque na área de ciências humanas, sendo possível, a partir de uma perspectiva dialógica, através de slides, tratar de diversas questões do Enem (sociologia), relembrando conteúdos trabalhados ao longo do ano e expondo, aos/às estudantes, técnicas e métodos para lidar com a lógica posta nas 45 questões de human as, em que é visível a necessidade da interpretação de texto. Concomitante a isso, durante a atividade, visando uma ludicidade e interação entre discentes e bolsistas, foram utilizado placas (com as alternativas das questões - a, b, c, d, e) elaboradas, anteriormente, pelos/pelas bolsistas, dadas a cada estudante. Com isso, durante a resolução de cada questão, era perguntado qual alternativa os/as alunos/alunas consideravam correta, assim, utilizando as placas para expressar seu posicionamento. Desse modo, a atividade constituiu-se de maneira bastante proveitosa, sendo propícia para o esclarecimento de dúvidas tanto que tangenciam conteúdos de sociologia, quanto sobre a prova de Ciências Humanas como um todo.

27 de jul de 2017

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quinta-feira, julho 27, 2017





Em abril de 2017, foi realizada com as turmas de 3° ano do Colégio  Estadual Mário Augusto Teixeira de Freitas, uma dinâmica sobre os direitos  humanos, elaborada pelo conjunto dos bolsistas do PIBID de Sociologia da Universidade Federal da Bahia que atuam no colégio. Tal dinâmica consistiu em apresentar aos alunos frases famosas e controversas que atacam e ofendem os direitos humanos, as frase selecionadas foram midiatizadas por partirem de personalidades famosas como cantores, políticos, comediantes e atores. Após cada aluno escolher uma frase, foi proposto a estes que discorressem acerca do que pensavam de tal declaração, em uma pequena redação que deveria ser entregue no final da dinâmica. Ao terminarem o processo de escrita, o conteúdo das frases foi posto em discussão, o que gerou um debate muito produtivo acerca das noções dos direitos humanos, incluindo também uma discussão sobre as opressões, como o machismo, o racismo e a lgbtfobia.

2 de jul de 2017

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| domingo, julho 02, 2017


      A primeira intervenção do Pibid Sociologia no colégio Thales de Azevedo realizou-se de forma continuada e em quatro etapas. Num primeiro momento, as/os bolsistas divididos em turmas diferentes, apresentaram o tema sobre gênero e sexualidade, lançaram perguntas e ouviram as/os estudantes no que diz respeito a  “coisas de meninos e coisas de meninas”. A partir disto, foi confeccionado um mural explicativo, classificando coisas de meninos, coisas de meninas e coisas que servem para ambos, de acordo com a temática e a vivência cotidiana das/os estudantes.). Foi um momento inicial voltado para saber as concepções das/dos estudantes sobre o que é gênero, e que a partir daí as dinâmicas em cada sala foram um pouco diferentes; o produto final - o mural - foi registrado em todas as turmas e este será recuperado em diversos momentos das próximas intervenções para explicações mais aprofundadas da temática.
      No segundo momento foi apresentado um esquema, através de slides didáticos explicativos, os significados dos conceitos que estão compreendidos dentro tema gênero e sexualidade (gênero, identidade de gênero, orientação sexual, expressão de gênero). Foram retomadas as frases e ilustrações do mural do primeiro momento para exemplificar que no senso comum tem-se uma ideia equivocada (ou negligenciada) destes conceitos e que disto reverbera na falta de respeito quanto a individualidade dx outrx, opressões, violências de gênero etc.  Na sequência, abriu-se um debate para a turma onde, com a mediação das/dos bolsistas, provocações acerca do tema e sobre reflexões quanto a postura delas/es quando se deparam com situações como estas, seja no colégio ou na vivência diária.
      O terceiro momento da intervenção teve como enfoque trabalhar questões relacionadas à violência de gênero, tanto associadas ao feminicídio quanto à LGBTQfobia. Para pautar tal ação, foram usados vídeos e cartilhas, os quais foram discutidos em sala de aula. Primeiramente, os discentes assistiram a “E se fosse com você (Por que criminalizar a homofobia?) - Põe na roda” e “Encontrando Bianca”, com o intuito de que se introduzissem questões aos alunos, para que, assim, reflexões fossem dadas. Em seguida, a sala foi dividida em quatro grupos, sendo entregues cartilhas (previamente elaboradas pelos bolsistas) a cada estudante – com o tema aqui apontado – as quais continham cartoons, da cartunista Laerte, e texto de cunho informativo, o qual continha dados estatísticos em forma de gráficos. Com isso, foi possível embasar tanto uma pequena discussão, sobre o assunto, considerando uma liberdade de posicionamento das/dos estudantes, tida em sala de aula, quanto a última etapa da intervenção, a que as/os alunas/alunos elaborarão cartazes sobre violência de gênero, socializando as questões, pertinentes ao tema, em boa parte do colégio.
      No quarto momento @s estudantes foram divididos em equipes com a proposta de construção de um mural que abordasse os conceitos trabalhados e a questão da violência de gênero e a transfobia. Tratando-se de uma produção independente foi nessa fase em que vimos de forma mais clara o resultado de todo o processo dessa intervenção. O mural foi tanto um objeto de informação para o todo da escola, quanto um método de sensibilização para @s estudantes que o construíram, além de um instrumento de empoderamento para aqueles e aquelas que sofrem com a violência de gênero.