Por Mariana Bittencourt

Desse modo se apresentou através da linguagem teatral, onde se utilizou a prática do Teatro do Oprimido,
formas teatrais que pudessem ser úteis para oprimidos e oprimidas, criando condições para ultrapassarem o papel de consumidores de bens culturais e assumirem a condição de produtores de cultura e de conhecimento. Para tanto, sistematizou o Teatro do Oprimido, que poderia ser chamado de Teatro do Diálogo que, partindo da encenação de uma situação real, estimula a troca de experiências entre atores e espectadores, através da intervenção direta na ação teatral, visando à análise e a compreensão da estrutura representada e a busca de meios concretos para ações efetivas que levem à transformação daquela realidade”. (BOAL,1991)

Posto que, os exercícios teatrais e a relação com a temática sociológica permitem a criação de uma consciência da realidade como muitas vezes nos indica a pedagogia libertadora de Paulo Freire, onde se abandone “o depósito de conteúdos, mas permita a problematização dos homens em sua relação com o mundo” ( FREIRE, 2014). Há uma perspectiva pedagógica onde os educandos de fato possam se colocar em pé de igualdade com o educador. Havendo espaço para as vozes destes primeiros que na metodologia tradicional sempre é anulada.
Desse modo foi desenvolvida uma oficina teatral onde de modo prático os bolsistas tiveram acesso aos princípios introdutórios para condução de uma prática teatral e ao recorte do teatro do oprimido se utilizando de dois jogos básicos: o teatro imagem e o teatro fórum. Fazendo com que as desigualdades sociais enquanto temática geradora da disciplina de Sociologia. Preparando educandos para uma vida cidadã baseada nos princípios da liberdade e da autonomia.
Referências:
BOAL, Augusto. Jogos teatrais para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
_____________. Teatro do Oprimido e outras poéticas politicas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e terra, 2014.