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31 de out. de 2016

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| segunda-feira, outubro 31, 2016


De acordo com o tema que foi trabalhado pela professora Deise Queiroz, realizamos uma intervenção continuada e dividida em três momentos abordando questões gerais e de sensibilização sobre os Direitos Humanos. Num primeiro momento, nas turmas matutinas, foram apresentados os novos bolsistas que passaram a compor o grupo, e em seguida, deu-se a realização de uma dinâmica de interação com os estudantes. A primeira parte da intervenção (Turma matutina: 13/05 e Turma Vespertina: 23/05) foi realizada a partir da apresentação e distribuição de frases, ditas por celebridades, que feriam os direitos humanos, onde os alunos deveriam registrar suas opiniões a respeito delas e confeccionar, a partir daí, uma árvore dos pensamentos. Essa árvore foi uma ferramenta lúdica e também com a finalidade de que possamos recuperá-la e avaliar uma possível mudança de persperctiva de acordo com as contribuições e intervenções que faremos ao longo do ano letivo.

No segundo momento da intervenção, (Turma matutina: 03/06 e Turma Vespertina: 30/05) fizemos a exibição do curta metragem “Ilha das Flores” com o propósito de reflexão sobre os Direitos Humanos e a condição humana que era retrada no filme. Ao final do curta metragem os alunos produziram desenhos relacionados a suas reflexões sobre a temática apresentada. Nessa etapa da intervenção ocorreram alguns problemas técnicos como: sala não adequeada para a reprodução do data show, o que fez com que a turma vespertina tivesse mudar de sala; na turma matutina existiram problemas com a instalação de cabos na televisão usada para a reprodução do filme. Esses problemas contribuiram para o atraso na realização das atividades e por consequência alguns alunos não conseguiram terminar seus desenhos a tempo.
 
 O terceiro e último momento da intervenção (Turma matutina: 10/06) iniciou-se com a exposição, em um varal na sala, dos desenhos feitos pelos alunos. A partir dos desenhos expostos, cada aluno apresentou seu desenho e o relacionou com o curta metragem “Ilha das Flores”. Por fim, foi realizada a avaliação da intervenção pelos alunos, que dividiram-se em grupos, e confeccioram emoticons com a finalidade de apontar a compreensão do tema abordado, a metodologia, integração, conteúdo, e as sugestões para as próximas atividades. Na turma vespertina ocorreram imprevistos que impossibilitaram a realização dessa última etapa da intervenção.


Postado por PIBID Sociologia UFBA
| segunda-feira, outubro 31, 2016






No dia 8 de abril de 2016, realizamos nossa primeira visita ao Colégio Estadual Padre Palmeira que está localizado no Setor G Mussurunga I, e que encontra-se relativamente distante da maioria dos bolsistas e da UFBA, durando cerca de duas horas de deslocamento. Apesar da distância, não houve nenhum engano entre os bolsistas para conseguir chegar até o colégio. Nossa supervisora e professora de sociologia do colégio, Deise Queiroz, nos apresentou as áreas administrativas, o corpo docente que estava presente e aos diretores. O colégio nos pareceu bastante organizado, ainda que não disponha de uma estrutura física totalmente adequada, e as pessoas que ali trabalham, no geral, aparentam ser bastante empenhadas e comprometidas com o colégio.



Na sala de aula, a professora Deise Queiroz conduziu inicialmente as apresentações, falando a respeito do que é o PIBID e sobre sua importância para a aproximação da universidade com a escola, além de apresentar quais seriam os tipos de atividades que nós do Pibid Sociologia abordaríamos, nossas funções e possíveis contribuições. Em seguida, nós nos apresentamos aos\as alunos\as e falamos sobre as nossas expectativas com o colégio, nossas experiências anteriores e a importância dessa experiência para a nossa formação.



Para facilitar a integração da turma conosco, neste primeiro momento, realizamos uma dinâmica que consistia em organizar a sala em um semicírculo, e a partir dali cada um dos presentes responderia às seguintes questões: nome, idade, profissão que pretende seguir, e, por fim, uma palavra ou gesto que lhe represente. Esse momento foi de bastante descontração, principalmente quando os\as alunos\as apresentavam gestos ou palavras que os\as representavam, muitos deles provocando risos em todos\as nós.



Houve um momento de reflexão muito importante quando abordamos a perspectiva sobre o distanciamento das universidades com as escolas públicas. Falamos sobre a importância dessa constante aproximação, e também no que concerne a uma maior divulgação e informação para os\as jovens de escolas públicas sobre os auxílios oferecidos pelas universidades federais e estaduais. Entre esses auxílios, destacamos as diversas bolsas e amparos que são oferecidos para alunos\as com vulnerabilidade social, que visam garantir sua permanência. Dessa forma, foi possível desmistificar uma série de pressupostos que se tem sobre a inacessibilidade das universidades federais para este público.



De todo, a atividade deu-se muito bem. Saímos bastante satisfeitos da sala de aula e do colégio, pois contamos com a atenção e participação de todas e todos e também com boas expectativas para as próximas intervenções com estas turmas.

22 de out. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quinta-feira, outubro 22, 2015

O ENEM está batendo às nossas portas e sabemos da importância no atual momento para que os estudantes do ensino médio público estejam preparados para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio de forma segura. Este é mais um dos incentivos que o PIBID de Sociologia do Colégio Estadual Padre Palmeira tem aprimorado para promover a entrada dos estudantes na Universidade Pública e a usufruírem o direito a educação superior numa instituição pública.  Pensando nisso,  o PIBID Sociologia realizou uma atividade com as turmas do terceiro ano matutino do colégio com objetivo de auxiliar na preparação dos/as alunos/as para realizar a prova do ENEM focando nas questões de Sociologia.

Para isso, foi realizada uma intervenção voltada para a realização das questões do ENEM que tinha como tema os Direitos Humanos e os Movimentos sociais. A atividade consistiu em uma dinâmica onde a turma foi dividida em grupos e estes receberam tarjetas de cores distintas que deveriam ser mostradas de acordo com a alternativa selecionada pelos grupos para a resolução das questões. Após estarem divididos em seus respectivos grupos, os bolsistas apresentaram em slides questões do ENEM de anos anteriores que traziam temáticas da disciplina que foram trabalhadas no decorrer do ano. Dessa forma foi possível expor aos alunos/as o que efetivamente é pedido nas questões de Sociologia e também pudessem conhecer a forma como são estruturadas as questões da prova.
Além da resolução, todas as questões foram criticamente discutidas, tentando desmanchar o monstro da “questão difícil” e mostrar aos alunos que existem diversos métodos de resolução e as diferentes ferramentas que podem ser usadas para os diferentes tipos de questões que possam surgir. Os/as alunos/as aproveitaram o momento para tirarem suas dúvidas sobre a prova tanto pelos conteúdos prováveis de estarem presentes, quanto a materiais online que eles poderiam utilizar no estudo. A interação foi muito positiva, havendo um número expressivo de acertos, o que empolgou os/as alunos/as.
A intervenção ocorreu em mais de uma aula e por conta do interesse das turmas com a intervenção, planejávamos mais questões para serem aplicadas, o que não ocorreu por causa do calendário de provas do colégio, que também estava em ritmo de preparação para o ENEM. 



Bibliografia:
1 . Instituto Nacional  de Estudos e pesquisas nacionais. Anísio Teixeira. Disponível em: <portal.inep.gov.br>. Acesso em: 22 de novembro de 2015.

7 de out. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quarta-feira, outubro 07, 2015
No dia 29 de setembro, a equipe do PIBID-Padre Palmeira, turno vespertino, composta pelos bolsistas Alissan, Larissa e Miguel, realizaram a primeira atividade com a turma do 2ºD. A pretensão era a de ressaltar a importância do regime democrático, estabelecendo um paralelo com o regime autoritário. O caminho trilhado para chegar-se ao objetivo pretendido foi artístico e dinâmico. Para isso, elaboramos a atividade propondo negação de direitos que são considerados fundamentais na democracia moderna.
            Essa atividade teve como um dos princípios básicos, ressaltar a relevância que o direito de liberdade de expressão possui para a consolidação das democracias contemporâneas, assim como a liberdade de associação e de segurança jurídica. Na opinião de Robert Dahl (2012) e Norberto Bobbio (1986), a possibilidade de contestação, assim como a de participação na escolha dos governos, é um aspecto fundamental não apenas para a democracia, mas também para que a grupos diversos da sociedade tivessem a possibilidade de participar da vida política e assim garantir seu posicionamento dentro do debate social.
Os bolsistas iniciaram a atividade explicando um pouco sobre a mesma, em seguida, dividiram a turma em duas equipes, e distribuíram letras de canções com temáticas de cunho político social, as músicas utilizadas foram: Eu protesto, interpretada pela banda Charlie Brown Jr. e Que país é esse?, interpretada pela banda Legião Urbana, cada grupo pôde discutir a respeito dos temas contidos nas letras. No segundo momento, os alunos foram avisados de que iria acontecer à simulação de um festival de música e poesia na sala, eles deveriam utilizar as músicas dadas para tal. Os bolsistas atuaram como jurados censuradores no festival simulado, fazendo intervenções durante as apresentações dos grupos, agindo como censores do regime autoritário.


            A primeira apresentação foi da música “Que país é esse?”, os estudantes cantaram a música e desenharam a bandeira do Brasil. As bolsistas interromperam a apresentação e questionaram a letra da música, afirmando que a letra não condizia com a realidade. Não demorou muito para que os estudantes começassem a contestar as juradas censuradoras, e com isso foram aplicadas punições como colocar os estudantes no canto da sala e sem direito a fala.
Na segunda apresentação, os estudantes declamaram a música “Eu Protesto” e as juradas censuradoras também interromperam e questionaram a letra da música, tentando impor que a letra não fizesse uma crítica ao país, questionando os estudantes sobre o posicionamento deles e mostrando de forma autoritária que o que as juradas falavam sobre a situação do país era a visão correta. Nesse grupo, um dos estudantes concordou em partes, com o que as juradas estavam argumentando, sendo “recompensado” pela sua posição colaborativa e sendo convidado para sentar-se como jurado também.
Finalizando a atividade, os bolsistas e a turma debateram sobre as proximidades entre a proposta da atividade e a censura que ocorreu no país, sobretudo no universo artístico, durante a ditadura militar, bem como a retirada de liberdades fundamentais, como a contestação pública e a liberdade de expressão, é algo comum nos regimes autoritários. Também foi ressaltada a importância do regime democrático além de problematizar os pedidos de alguns brasileiros do retorno da ditadura militar.
      Durante as apresentações, foi possível perceber que a turma se mostrava visivelmente incomodada com os atos proibitivos dos bolsistas, e que à exceção de um posicionamento relativamente passivo, os estudantes se mostraram contra a “censura” e críticos em relação ao discurso ideológico proposto, de forma intencional, pela equipe do Pibid.
Em suma, os estudantes participaram da atividade e contribuíram bastante para que os objetivos pretendidos pelos bolsistas fossem alcançados. Mesmo com alguns problemas técnicos (interruptor de energia desligado; falta de um cabo para conectar as músicas que estavam no celular para caixa de som), que causaram um atraso para o início da atividade, conseguimos encerrar a atividade dentro do período da aula.

Referências:

·     DAHL, Robert A. A democracia e seus críticos. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
·    BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo /Norberto Bobbio; tradução de Marco Aurélio Nogueira. — Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.


28 de set. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| segunda-feira, setembro 28, 2015
Ocorreu no dia 03 de Setembro (quinta-feira), um evento promovido pela equipe do Padre Palmeira, com o objetivo de discutir junto com as turmas do terceiro ano do turno matutino, os temas de crime e violência. Para tanto contamos com a presença do doutorando pelo PPGCS/UFBA e ex-supervisor Thiago Neri, pesquisador da tema.

Sendo Violência o assunto da terceira unidade, a equipe planejou essa atividade como forma de preparação teórica, quanto uma oportunidade para que os estudantes pudessem esclarecer e tirar dúvidas acerca de um assunto extremamente relevante, tanto sob o aspecto pedagógico, quanto sob a relevância social que a violência tem no cotidiano.

Mesclando conteúdo teórico, temas atuais e músicas voltadas ao tema, Thiago Neri conseguiu falar sobre os conceitos de crime e violência, criminalidade, realizando um cruzamento entre a teoria com questões  extremamente atuais, como a criminalização da pobreza e a redução da maioridade penal no Brasil.
 Ao som de Gabriel o Pensador, Pacificadores e Cidinho e Doca, as turmas cantaram e foram envolvidas pela apresentação de Thiago e ao final, não faltaram dúvidas e contribuições significativas dos estudantes na discussão, sobretudo no tema da redução da maioridade penal, assunto que foi destacado pelo debatedor e que suscitou reflexão por todos os que estiveram presentes no evento.


             Em nome da equipe Padre Palmeira, agradecemos a Thiago pela sua presteza e disponibilidade em nos atender nesse pedido, compartilhando seu conhecimento com os presentes e nos levando para além do campo estéril do posicionamento sem reflexão. A atividade realizada com certeza avivou em muitos a necessidade de problematizar com responsabilidade a atual situação do país.






31 de ago. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| segunda-feira, agosto 31, 2015
Alissan Paixão
Andréa Boulhosa
Deise Queiroz
Larissa Lima
Lucas Lima
Miguel Pereira
Priscila Menezes

Na última terça-feira (25/08), a coordenadora do subprojeto do PIBID Sociologia, Prof. Roca Alencar, visitou o Colégio Estadual Padre Palmeira, em Mussurunga. A visita teve como objetivo ampliar o diálogo entre a universidade e a escola, permitindo o acompanhamento da rotina dos/as bolsistas e da supervisora Deise Queiroz, assim como uma conversa sobre o programa e seus impactos nas turmas do terceiro ano e na escola com o diretor Flávio Amoliveira e o vice-diretor Leonel.
Da esquerda para direita: Deise Queiroz, Flávio Amoliveira, Roca Alencar e Leonel.

O aumento da mobilização politica dos/as estudantes e a visita à UFBA foram apontados como os resultados mais marcantes da presença do PIBID neste primeiro semestre no colégio. Leonel ressaltou a importância dessa iniciativa para que os/as estudantes do colégio acreditem na possibilidade de continuar os estudos numa universidade pública.
O colégio estava em euforia, pois no dia seguinte começaria a gincana, evento que movimenta toda a comunidade escolar e entorno do Padre Palmeira e a coordenadora Roca pôde presenciar alguns ensaios que aconteciam nas salas, como os gritos de guerra e performance de dança. Guiada pelos/as bolsistas que estavam presentes: Andréa Boulhosa, Larissa Lima, Lucas Lima e Priscila Menezes, a coordenadora também conheceu as outras instalações do Padre Palmeira, como as salas das turmas de terceiro ano A, B e o C, alvos das intervenções do PIBID Sociologia, bem como o auditório, local em que as tarefas do PIBID e muitos eventos do colégio são realizados. Roca conversou com alguns estudantes, bem como pôde conversar com outros/as professores/as, compartilhando ideias e ouvindo percepções sobre novas atividades do PIBID que seriam interessantes para o ambiente do Padre Palmeira.



16 de ago. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| domingo, agosto 16, 2015


A inserção de um debate a respeito dos movimentos sociais no ensino público é indispensável, visto que muitos alunos/as partem de realidades semelhantes, sendo esta pouco refletida no ambiente escolar. Este tema tem sido bastante recorrente nas provas do ENEM, e tem sido abordado na disciplina de Sociologia como parte do conteúdo para o 3º ano, bem como nas intervenções do PIBID da disciplina em questão. O Colégio Padre Palmeira, localizado no bairro de Mussurunga, em Salvador, não foi exceção, já que o tema trabalhado durante a segunda unidade escolar, com as turmas de terceiro ano, foi justamente este. Em uma atividade proposta pela supervisora, Deise Queiroz, a qual ocorreu entre os dias 21 de Julho e 06 de Agosto, os alunos/alunas, da turma do turno matutino, teriam que montar seminários sobre os diferentes movimentos sociais (movimento negro, movimento indígena, movimento feminista, movimento LGBT e os movimentos de luta pela moradia e pela terra), utilizando materiais disponibilizados pela professora, e também provenientes de suas próprias pesquisas.

 O resultado desse trabalho foi muito rico, utilizando como recurso para a apresentação dos seminários vídeos e debates, mas algumas equipes inovaram e fizeram uma letra de RAP para abordar o movimento de luta pela moradia, convidando representantes do movimento, além de reportagens e outras ferramentas. Os/as estudantes realizaram apresentações inovadoras e emocionantes. Além da apresentação das equipes, os seminários geraram debates proveitosos, familiarizando os/ as estudantes com as temáticas e despertando contradições e curiosidades acerca dos temas. Questões como cabelos e a identidade racial, relações de gênero, direitos sexuais, paternidade responsável e corresponsabilidade masculina, diversidade sexual, redução da maioridade penal, legitimidade dos movimentos sociais, ações afirmativas, cotas foram provocações surgidas durante as apresentações. Também houve a oportunidade de discutir problemas/ discriminações/ preconceitos presentes no cotidiano das turmas. Os bolsistas do PIBID do turno matutino participaram como expectadores desses trabalhos conduzidos pelos/as estudantes. Para o turno vespertino, a metodologia foi conduzida pelo/a bolsista Miguel e Alissan que ficaram responsáveis em provocar a turma e selecionar os recursos que seriam utilizados.




 O material utilizado foi escolhido pelos grupos, dentre os quais citamos alguns: “Acorda, Raimundo...Acorda!” e “Era vez uma outra Maria” e “Porta dos Fundos: Negro,Suspeito e Negro”, dentre outros para sensibilização das temáticas referidas. Percebemos que a apresentação dos vídeos possibilitava uma reflexão que conectava com as experiências individuais e o debate motivava para as diversas colocações, associando com suas vivências do cotidiano. Em seguida, foram apresentados à turma os conceitos de movimentos negro e feminista; os contextos históricos nos quais eclodiram os movimentos, bem como as peculiaridades de ambos os movimentos no Brasil, destacando as dificuldades e as conquistas.  Ainda houve um debate sobre a redução da maioridade penal, tema que toca lateralmente a temática racial, conduzido pela supervisora Deise. Neste momento apresentamos o vídeo “A quem interessa a redução da maioridade penal?”, que apresentou fundamentações e implicações que a medida trará na vida dos jovens, principalmente na vida dos indivíduos que vivem nas periferias urbanas, sobretudo os negros.

  Sobre a participação de convidados por uma das equipes que ficou responsável pelo Movimento dos Sem Teto de Salvador, vale registrar a participação de duas lideranças que ajudaram a desconstruir ideias preconceituosas e explicar o que significa ser sem teto de acordo com a política de habitação no Brasil, além de compartilhar as experiências de militância, como a luta por direitos, além de responderem perguntas feitas pelos estudantes. As turmas participaram bastante, foram manhãs e tardes muito prazerosas. O protagonismo, claro, foi dos/as estudantes, os quais levantaram inúmeros questionamentos importantes, desencadeando em debates frutíferos e acalorados. Acreditamos que ficou claro para os/as estudantes que é necessário, inclusive para a vivência social deles/as fora do ambiente escolar, compreender a violência como algo que vai além de uma agressão física, pois há atos que violam os direitos humanos, direitos estes reivindicados pelos movimentos sociais.


     
Seguem alguns dos vídeos:

Era uma vez uma outra Maria





Acorda, Raimundo...Acorda!





Opção sexual?


10 de jun. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quarta-feira, junho 10, 2015
Ocorreu na tarde do dia 27/05 a atividade do Pibid na turma do 3º ano D, no colégio Estadual Padre Palmeira. Essa atividade teve como objetivo estabelecer um acordo de convivência entre os bolsistas, supervisor e turma. Tendo em vista desenvolver uma relação de confiança e produção de conhecimento o mais horizontal possível, propusemos uma roda dialógica, onde todos opinassem sobre quais os comportamentos e atitudes deveriam ou não ser evitadas durante o período da atividade. No início da atividade, escrevemos no quadro o seguinte binômio: Pode/ Não pode.
Os pontos em que todos estiveram de acordo foram sobre a forma de tratamento e respeito uns para com os outros: atitudes como formas pejorativas (xingamentos) e qualquer tipo de bullying não seriam admitidos, de quem quer que fosse. Com efeito, houveram pontos que exigiram uma maior discussão.  Um deles foi referente ao uso do aparelho celular. Quando os bolsistas colocaram como um comportamento prejudicial ao andamento da atividade, os estudantes ponderaram que em determinados casos como problemas de saúde na família ou mesmo para fins de pesquisa na internet voltada para a atividade, o aparelho de celular deveria ser permitido, entre outros pontos discutidos em sala.
Um ponto importante que foi discutido na parte das obrigações mútuas: os estudantes cobraram a liberdade de sair da sala de aula sem ter que pedir a permissão, posição claramente contra a metodologia que começa nas séries iniciais e que persiste até o ensino médio. Eles se comprometeram em utilizar dessa liberdade com responsabilidade, se ausentando apenas quando necessário. Também houve um pedido da turma para que os modelos das atividades não obedeçam ao padrão tradicional de aula, e que pudéssemos trazer novas metodologias e inclusive pensar o ambiente de construção de conhecimento para fora dos limites do colégio.

Por fim, aplicamos a dinâmica do barbante que teve como norte a escola como um direito ou dever. Dentro do que já foi discutido anteriormente pela supervisora Deise, os estudantes tiveram que estabelecer um paralelo entre a experiência de ensino formal e a perspectiva do acesso à educação pública, gratuita e de qualidade como um direito e a partir disto, analisar se de fato a escola era de fato um direito, ou apenas uma obrigação ou antes um meio necessário e bastante desestimulante para o ingresso no mercado de trabalho. É preciso ressaltar que esse fio condutor rendeu uma rica discussão e debate nós e os estudantes. Esperamos que essa atividade tenha sido um marco na relação entre bolsistas e turma, e que possamos relatar em breve os bons frutos que a convivência sadia e de respeito venham a produzir em termos de atividades.
Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quarta-feira, junho 10, 2015
Ocorreu na manhã da última quinta-feira (28/05), o Caminhos abertos: a trilha entre a escola e a universidade pública, evento que teve como objetivo promover a ida de estudantes do 3º ano do Colégio Estadual Padre Palmeira, localizado no bairro de Mussurunga, ao Campus Central da Universidade Federal da Bahia (UFBA), buscando promover uma aproximação entre estudantes da rede estadual com um ambiente universitário público.
A manhã dos estudantes das quatro turmas do 3º ano do Padre Palmeira na última quinta-feira foi sem dúvida alguma, bem diferente do que estavam acostumados. Em vez de um tradicional dia letivo, eles iriam conhecer o local de desejo da maioria dos jovens que sonham em ingressar no ensino superior: a UFBA. Assim como a equipe responsável pelas atividades do PIBID, era possível notar a ansiedade e curiosidade de alguns frente ao mundo que em breve iriam conhecer.
No caminho para Ondina, muitos observavam uma Salvador pouco vista no cotidiano: com a maior parte das atividades sociais concentradas pela região próxima, apenas alguns estudantes costumam frequentar regiões da cidade como Iguatemi, Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas, Garibaldi... pela janela dos ônibus oficiais da universidade, eles viam prédios residenciais de luxo, centros empresariais espelhados, parque da cidade e cruzamentos de avenidas. Espaço esse que esperamos que dentro em breve seja comum no trajeto para a faculdade. Ao chegar no Campus de Ondina, os estudantes puderam conhecer parte da estrutura da universidade federal, como os prédios da Faculdade de Comunicação (FACOM), Biblioteca Reitor Macedo Costa e o Instituto de Letras.
O Evento foi aberto pela coordenadora do subprojeto de Sociologia Roselene Alencar, que por sua vez deu boas vindas às turmas, desejando bom aproveitamento da oportunidade e ressaltando a importância da luta coletiva para uma popularização do acesso e permanência de estudantes oriundos da rede pública de ensino na universidade. Sem muito tempo por causa do já comum engarrafamento nas ruas de Salvador, seguimos para o auditório I do PAV V.
                         

A primeira apresentação ficou a cargo da Professora Drª Anamélia Lins e Silva Franco, professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Milton Santos (IHAC) e que apresentou aos estudantes o bacharelado interdisciplinar (B.I). Ela abordou desde a proposta inicial, implantação, impactos dentro e fora do ambiente acadêmico, além de explicar detalhadamente em que consiste os bacharelados e as possibilidades de sequência acadêmica e profissional.
Outro ponto extremamente positivo foi a participação de dois estudantes do B.I de saúde Victor Reis e Aissa Siqueira de Morais, que compartilharam a sua experiência dentro do bacharelado, contando um pouco das vantagens e desafios que o bacharel interdisciplinar tem dentro da estrutura acadêmica. Ao final da apresentação, os estudantes do Padre Palmeira fizeram diversos questionamentos e se mostraram bastante interessados por essa nova modalidade de ingresso, que alguns conheciam, mas em sua maioria não.
Após uma pausa para o lanche, seguiu-se a apresentação de Juliana Marta de Oliveira, chefe do setor de coordenação de programas de assistência ao estudante (CPAE) da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAE). Se ingressar na UFBA é um sonho e tem se tornado realidade para muitos que não competiam (e infelizmente ainda não competem) com jovens com maior recurso financeiro, permanecer de forma digna dentro da universidade é também um ponto importante a ser discutido.
Ela apresentou aos estudantes todos os mecanismos que a UFBA, através da PROAE, dispõe para a garantia de todos os estudantes que atendendo aos pré-requisitos, tenham acesso a recursos como auxílio xerox, auxílio-creche, auxílio-moradia, residência universitária e até bolsa em dinheiro para atender às necessidades mais elementares do estudante requerente. Mais uma vez, as turmas do Padre Palmeira puderam tirar dúvidas e questionarem sobre os dispositivos que poderiam ter direito, quando se tornarem estudantes da federal o que foram prontamente respondidos pela coordenadora Juliana Marta.






Já com o horário no limite para retornarem ao colégio, os estudantes se despediram da última palestrante [essa parte talvez possa ser mudada] e seguiram para uma breve caminhada pela área central do campus de Ondina, onde puderam ver o Restaurante Universitário, a Praça das Artes, o Instituto de Biologia (IBIO), o Pavilhão de Aulas da Federação Reitor Felipe Serpa (PAF I), não sem antes uma pausa para a foto!
Em seguida, passamos pelo Instituto de Geofísica e a Faculdade de Farmácia e depois, sem mais tempo algum para qualquer tipo de visitação, seguimos em direção aos ônibus.
Apesar de todo a engenharia feita para viabilizar o evento e todo o tempo e energia que ele consumiu, nós da equipe Padre Palmeira ficamos contentes com o resultado final. Em que pese que não tivemos o tempo previsto, acreditamos que as turmas do Padre Palmeira puderam ter uma ideia mais consistente sobre a UFBA, tanto do ponto de vista teórico quanto concreto. Lamentamos também que não tenham conhecido as demais unidades que compõem a universidade, em especial o nosso lar, o campus de São Lázaro que fica no Alto da Federação. Com efeito, estamos orgulhosos do ocorrido e do empenho de todos para que algo complexo ocorresse.
Por falar em empenho, gostaríamos de agradecer à coordenação Institucional, especialmente a coordenadora geral, a Drª Alessandra Assis e os funcionários Vando Souza e Carlos Lomanto, que sempre solícitos para com o subprojeto de sociologia, não mediram esforços em nos ajudar com a parte burocrática e indispensável. Também gostaríamos de agradecer a todo o apoio dado pela direção e corpo docente do Colégio Estadual Padre Palmeira, que se compraram a ideia e foram importantíssimos durante todo o evento.
Também é importante ressaltar a participação da profª Anamélia, que desde o início se mostrou entusiasmada com a proposta, o que ficou comprovado durante a sua contagiante exposição, assim como a disposição dos graduandos Vitor Reis e Aissa Morais, que se dispuseram a tirar dúvidas e compartilhar um pouco de suas trajetórias acadêmicas. Agradecemos também a Juliana de Oliveira que gentilmente se disponibilizou em participar do evento. Por fim, um muito obrigado a todos os estudantes que participaram de forma exemplar do evento, contribuindo com a participação e até adiando compromissos para ficar até o fim. Que a trilha feita neste dia possa ser algo comum na vida destes e dos demais jovens da rede estadual e que não falte empenho deles para isso, pois como muito bem disse Antônio Machado, o caminho se faz caminhando.