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7 de set. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| segunda-feira, setembro 07, 2015
Larissa Lima Santos
Pedro Fragoso Costa Júnior
Rômulo Iago de Jesus e Santos
Thiago Neri





 

Após ser anunciada a saída do Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos do Pibid, o grupo de licenciandos do colégio voltou para fazer o que foi a última atividade oficial pelo programa. Iniciando a terceira unidade, que tem como eixo temático “raça/etnia e gênero/sexualidade”, coube aos licenciandos elaborar uma atividade introdutória aos temas da unidade. Sendo assim, foi planejada uma atividade que chamo de “caminho de privilégios”.
A dinâmica da atividade consiste em: 1) doze estudantes receberam um papel com um personagem que eles irão interpretar; 2) os licenciandos organizaram esses estudantes em uma linha horizontal, como linha de partida de uma corrida; 3) os licenciandos disseram situações voltadas para o cotidiano dos estudantes; 4) os estudantes que representam personagens privilegiados naquela determinada situação darão um passo a frente, os desprivilegiados darão um passo para trás.
Sendo assim, nos dias 20 e 21 de Agosto de 2015, os licenciandos colocaram em prática a atividade planejada com a turma A e B do terceiro ano do turno noturno do Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos. Para a realização da intervenção, utilizamos o auditório da escola por ser um espaço maior que a sala de aula para a prática da atividade. Colocamos no chão uma fita para indicar o espaço que os personagens deveriam ocupar durante a atividade e organizamos as cadeiras em semicírculo para que os estudantes que não participassem da atividade como personagem, pudessem assistir, participar e perceber o progresso da atividade. Iniciamos a atividade por volta das 19h00minhs, esperando uma quantidade razoável de estudantes chegarem, nesse caso à quantidade de personagens necessários para a atividade. O supervisor Thiago deu as orientações sobre a atividade, e explicou que era uma atividade de abertura da unidade. Iniciando, os papéis dos personagens foram entregues e, de imediato, começaram as brincadeiras com quem pegou personagens gays. Risos e pessoas querendo esconder o papel.

Eu li as situações que tínhamos criado e Thiago problematizou junto com os estudantes sobre cada situação a partir de cada personagem. Quando um personagem era privilegiado na situação dava um passo para frente, quando não era privilegiado um passo para trás. (Larissa, Licencianda Sociologia)

Desse modo, a atividade buscou enfatizar as descriminações, preconceitos e desigualdades entre as pessoas devido às questões de etnia e de gênero, pois os personagens são caracterizados unicamente por esses elementos. São eles: mulher negra gay, mulher branca gay, mulher indígena gay, mulher negra hétero, mulher indígena hétero, mulher branca hétero, homem negro gay, homem branco gay, homem indígena gay, homem negro hétero, homem branco hétero, homem indígena hétero. A cada situação lida, os estudantes discutiam se daria um passo para frente ou para trás. Durante as discussões era comum a exposição de estereótipos como “o índio tem dificuldade de adotar por que ninguém vai querer dar uma criança para viver numa oca” e questionamentos como “tem que ver, pois se o gay for o homem da relação ele não vai sofrer preconceito assim também não, mas se for gayzão, já são outros quinhentos”.











Outro aspecto curioso foi um princípio de indignação no decorrer da leitura das situações, quando os estudantes com personagens negros foram percebendo que estavam dando muitos passos para trás, eles reclamaram: “Oxe! Eu só vou andar pra trás nesse negócio, é?”.

A turma trouxe relatos de situações que eles observam no seu dia a dia, realidades acerca do preconceito, discriminação, desrespeito. Foi uma conversa bastante proveitosa para início de unidade. Observei nos burburinhos comentários de atitudes desrespeitosas com o colega até dentro da própria sala de aula. Alunos da turma aproveitaram a discussão para expor seu ponto de vista sobre alguns temas como homossexualidade, marginalização dos negros, estigmas sociais,desigualdades de gênero e raça/etnia, mercado de trabalho, família, religião, entre outros. Trouxemos também a realidade de outros grupos que poderiam ser incluídos na atividade e que seriam mais desprestigiados nas situações tratadas anteriormente, como o caso de pessoas obesas, travestis, etc. Contudo, todos legitimaram a discrepância de privilégios que uns grupos têm quando comparados a outros, e confirmaram que eles, alunos da turma, nesses aspectos, também estão inclusos nos grupos que deram mais passos pra trás do que o contrário, no momento da dinâmica. Com essa roda de conversa e discussões que percorreram temas variados inclusos no assunto, os alunos foram liberados para voltarem à sua sala de aula. (Pedro, Licenciando Sociologia)

Ao término da dinâmica, os estudantes viram que o personagem “homem branco hétero” tem muito mais privilégios que os outros personagens, sendo que os personagens “mulher negra lésbica” e “mulher indígena lésbica” eram os mais desprivilegiados. Como diz Paulo Freire (1991), a leitura de mundo precede a leitura escrita. Coube a nós, licenciandos, escutar como os estudantes liam essas situações de privilégio e desprivilegio em suas vidas.
Alguns estudantes se posicionaram como preconceituosos, que reproduzem o preconceito sim ao ver um negro entrar em um ônibus vestido de certa maneira, que escondem o celular com medo de serem roubados. Outros estudantes apontaram que sofreram preconceito por ser negro ou nordestino (caso de uma estudante que trabalhava de empregada doméstica em outro estado em outra região do país e sofreu preconceito no trabalho) ou por serem moradores do Bairro da Paz.
 Com isso, percebemos que o conceito de raça carrega consigo “a relação de poder e dominação” (MUNANGA). A partir disso, Thiago conduziu um diálogo entre os estudantes problematizando as questões raciais e de gênero. Alguns dos estudantes contaram algumas experiências que percebiam de racismo e sexismo na sociedade. Como por exemplo, anúncios de emprego que exigiam boa aparência para contratação do/a funcionário/a ou currículo com foto e com isso discutimos a existência de um padrão de beleza que deve ser seguido para que a pessoa que busca um emprego consiga ser contratada. É importante salientar uma das agendas que CARNEIRO apresenta referente a essa situação “instituir a crítica aos mecanismos de seleção no mercado de trabalho como a “boa aparência”, que mantém as desigualdades e os privilégios entre as mulheres brancas e negras”.
Na discussão também foi destacado o mito da democracia racial (FERNANDES apud GUIMARÃES, 1999) sendo problematizadas situações em que negros e negras sofrem racismo no mercado de trabalho, na escola, nos espaços culturais e de lazer, entre outros.  É importante ressaltar que quando distribuímos os personagens, alguns estudantes agiram de forma preconceituosa em representar um personagem que tinha uma raça ou orientação sexual diferente da sua. O exercício também foi importante para que os estudantes percebessem que o termo negro não é um termo ofensivo, e que algumas pessoas que possuem a pele com uma tonalidade mais clara, que é considerado muitas vezes como moreno/a, também é negro/a.
É válido destacar a fala de uma das estudantes que trabalhou como empregada doméstica e babá em outra cidade, habitada em sua maioria por pessoas brancas, e que contou que foi expulsa de uma praça em que estava cuidando das crianças que tomava conta em consequência da sua cor de pele. Essa fala somada à intervenção, evidencia que as opressões sofridas pelas mulheres são diferentes a partir da sua raça e orientação sexual. CARNEIRO afirma que:
“Quando falamos do mito da fragilidade feminina, que justificou historicamente a proteção paternalista dos homens sobre as mulheres, de que mulheres estamos falando? Nós, mulheres negras, fazemos parte de um contingente de mulheres, provavelmente majoritário, que nunca reconheceram em si mesmas esse mito, porque nunca fomos tratadas como frágeis. Fazemos parte de um contingente de mulheres que trabalharam durante séculos como escravas nas lavouras ou nas ruas, como vendedoras, quituteiras, prostitutas... Mulheres que não entenderam nada quando as feministas disseram que as mulheres deveriam ganhar as ruas e trabalhar! Fazemos parte de um contingente de mulheres com identidade de objeto. Ontem, a serviço de frágeis sinhazinhas e de senhores de engenhos tarados. São suficientemente conhecidas as condições históricas nas Américas que construíram a relação de coisificação dos negros em geral e das mulheres negras em particular. Sabemos, também, que em todo esse contexto de conquista e dominação, a apropriação social das mulheres do grupo derrotado é um dos momentos emblemáticos de afirmação de superioridade do vencedor. Hoje, empregadas domésticas de mulheres liberadas e dondocas, ou de mulatas tipo exportação”.

A intervenção apesar de ter ficado cansativa em consequência da grande quantidade de personagens e de situações, e com os problemas de acústica do auditório que comprometia um pouco as falas e tornou necessário falar alto, contribuiu bastante para um diálogo em que os estudantes colocassem situações vivenciadas ou percebidas de racismo, sexismo e homofobia.
A atividade terminou então com a reflexão da quão preconceituosa e segregacionista é a nossa sociedade e como todos nós reproduzimos essa ideologia em nossas vidas muitas vezes sem nem perceber o que estamos fazendo. Como diz Silva et al (2013, p. 104):
Preconceitos de classe, de crença, de gênero, de orientação sexual, de nacionalidade, de etnia, de cultura, entre outros, dão base para diferentes formas de discriminação e segregação. Essas práticas, que expressam estruturas hierárquicas socialmente construídas, valorizam certos grupos sociais em detrimento de outros. Assim, os métodos de discriminação e segregação materializam processos ideológicos fundamentados em preconceitos que refletem a hegemonia de um grupo social e a consequente subordinação dos demais.
Por ser a primeira atividade da unidade, na turma do 3º BN Thiago acabou conduzindo a intervenção e os bolsistas não tiveram um espaço para dialogar também com a turma. Mesmo entendendo a preocupação de Thiago para fazer com que a abertura da unidade trouxesse pontos chaves para discussão dentro da unidade acredito que os bolsistas deveriam ter participado do diálogo com a turma até mesmo para poder aprender com os possíveis erros. Ressalto que por compreender também a amplitude que os debates sobre gênero e raça carregam, fiquei pensando que apesar da intersecção das temáticas, o pouco tempo de aula não contribui para trazer dois temas tão amplos no mesmo momento, pois acaba que as discussões ficam muito superficiais.

REFERENCIAS
CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. Fonte: Negra Cubana.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 26 ed. São Paulo: Cortez, 1991.

GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6 ed. Porto Alegre: Penso, 2012.

GUIMARÃES, Antonio Sérgio Alfredo. Baianos e paulistas: duas “escolas” de relações raciais? Tempo Social; Rev. Sociol. USP, São Paulo, 11 (1): 75-95, maio de 1999.

MUNANGA, Kabengele. Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia.

PIMENTA, Melissa de Mattos. Diferença e desigualdade. Sociologia: ensino médio. Coordenação Amaury César Moraes. Brasília, 2010.

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica.


SILVA, Afrânio et al. Sociologia em movimento. 1 ed. São Paulo: Moderna, 2013.
Postado por PIBID Sociologia UFBA
| segunda-feira, setembro 07, 2015
Larissa Lima Santos
Leonardo Lima Santos
Pedro Fragoso Costa Júnior
Rômulo Iago de Jesus e Santos
Thiago Neri















Encerrando a segunda unidade letiva do terceiro ano do ensino médio do turno noturno, no dia 13 de agosto de 2015, os licenciandos do Pibid voltaram à sala de aula com a atividade que tinha como tema “os três poderes da democracia”. Desse modo, o grupo do colégio fechou uma sequência didática que começou com “formas de governo”, caminhou para “democracia direta e indireta” e finalizou com essa atividade.
Montesquieu, na obra Espírito das leis, estabeleceu que a separação em três poderes independentes, executivo, legislativo e judiciário; e com o mesmo poder, para que um possa contrapor o outro; como condição para o Estado de direito. Sendo que, cada um dos poderes seria também interdependente, pois cada um depende do outro para que o governo consiga avançar em suas pautas. A democracia brasileira segue essa dinâmica estabelecida por Montesquieu e é exatamente ela que estava em questão na atividade feita em sala de aula.
A intervenção começou relativamente no horário. Demos início a atividade: dividimos os educandos em quatro grupos com uns cinco ou seis alunos e alunas, entregamos os cartazes e as dicas dos três poderes cortadas em faixas de papel ofício para discutirem e colarem. Esta parte durou uns trinta minutos. Essa atividade foi interessante porque uma boa parte dos educandos participaram. Os alunos e alunas discutiram bastante. Nós ficávamos tentando auxiliar os grupos, andando de um para o outro, mas sem falar o fundamental. Não poderia fazer consulta nos cadernos. Nós provocávamos os educandos quando eles perguntavam as respostas.
Os grupos demonstravam algum receio em começar a colar as dicas, buscavam a todo o momento uma resposta dos bolsistas de que estariam indo bem. Essa indecisão dos grupos em relacionar aas dicas às colunas correspondentes acabou extrapolando o tempo estimado para esse momento da atividade.
Em seguida, fechamos esta parte e pedimos para os alunos e alunas opinarem sobre o que acharam da atividade, das dificuldades, curiosidades etc. Dessa vez poucos quiseram falar. Alguns falaram sobre as dificuldades, outros falaram que não sabiam um ou outro aspecto dos poderes. Muitos estudantes mostraram que tem certa dificuldade em entender as funções de cada um dos poderes, principalmente as funções do judiciário. Pôde-se notar que os estudantes tentaram sempre simplificar as funções dos poderes a “Um cria lei pro outro executar e o outro julgar se está certo”.













O conhecimento da turma acerca do tema estava regular, percebi algumas vezes que a desatenção na interpretação do enunciado e uma busca para concluir rapidamente a atividade prejudicaram nas análises e conseqüentemente na escolha correta das colunas.[...] Tentamos eu e o Leonardo, trazer exemplos simples e que são destaque nos noticiários dos últimos meses para demonstrar na prática algumas dessas características. Num momento um  aluno questionou sobre a nomeação dos ministros, e como a população caso não concordassem com a escolha teria a possibilidade de intervir na decisão. Leonardo trouxe o exemplo da nomeação da Kátia Abreu que gerou polêmicas e mobilizações de movimentos  sociais na época, mostrando que  a população por mais que não concorde com a delegação do cargo não possui  meios diretos para intervir em casos desse  tipo,podem sim pressionar o governo sendo que muitas vezes conseguem somente expressar sua indignação. (Pedro, licenciando Sociologia)

Ao finalizar a discussão, os licenciandos voltaram a passar o questionário avaliativo sobre o tema e a dinâmica da atividade. Dezoito questionários foram respondidos e com base nessas respostas, pode-se notar:
1)      A maioria dos estudantes considerou o tema da atividade muito importante com apenas um estudante respondendo que a temática era importante, a maioria também considerou sua própria participação e a de seus colegas como boa.
2)      Os estudantes apontaram que seu entendimento sobre política está entre péssimo e bom, sendo que a maioria achou regular e apenas um achou bom. A maioria também pontuou que a atividade mostrou que o conhecimento deles estava de acordo com o que a atividade pedia.
3)      A maioria apontou que não houve falhas durante a atividade e que a orientação dos monitores, desde a explicação da atividade até o auxílio na elaboração dos cartazes, foi ótima.
4)      A maioria dos estudantes marcou que o poder Judiciário chamou mais a atenção deles e que a atividade fez com que a visão deles sobre a importância da política melhorasse.


Eles pontuaram que a atividade foi boa, mas consideraram as dicas difíceis. Comentaram que a atividade mostrou para eles o que toda população deveria saber, mas não sabem e pontuaram o judiciário como o dos três poderes mais difícil de conhecer e saber como funciona e em consequência o que mais despertou a atenção deles (Gráfico I).

   Gráfico I: Qual dos três poderes mais te chamou atenção?

Contudo, creio que levar a discussão sobre os três poderes para sala de aula foi bastante importante, e as discussões no grupo ajudaram a facilitar a compreensão da divisão dos poderes na democracia (Gráfico II). E foi perceptível o entendimento dos estudantes sobre as funções de cada um dos poderes.
Gráfico II: Com relação à importância da política, sua opinião:

É válido ressaltar que o questionário é um instrumento eficaz e importante na avaliação das atividades do PIBID. Com ele, conseguimos, mesmo que minimamente, saber os resultados da atividade, em modo geral, pontuar as falhas e as sugestões. No questionário de avaliação da atividade, os estudantes, em sua maioria, afirmaram que a discussão sobre os três poderes é muito importante (Gráfico III).

Gráfico III: Com relação à discussão sobre os três poderes, você considera?

Fomos relativamente bem, mas houve uma indecisão de quem iria começar (sendo que combinamos antes), porém, de modo geral, acho que foi dentro da media. No meu caso, esqueci alguns elementos que iria falar: poucos. Mas, percebi que precisaria melhorar a percepção da conexão dos elementos do assunto. Falamos e depois fechamos a intervenção com o questionário avaliativo. Pedro levou o questionário para tabular as respostas.( Leonardo, licenciando Sociologia)


“O começo de uma trajetória profissional exige esforço, perseverança e superação dos medos mais diversos” (FIGUEIROA, 2013). E o supervisor e bolsistas do PIBID subprojeto de Sociologia são fundamentais nesse processo de superação, a partir do companheirismo que foi criado na equipe do CEMPA em que favorece o crescimento coletivo.

REFERÊNCIAS:


·       BRAGA, Maria do Socorro Sousa; INÁCIO, Magna Maria. Partidos, eleições e governo. Sociologia: ensino médio / Coordenação Amaury César Moraes. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. 304 p.: il. (Coleção Explorando o Ensino; v. 15).
·   COSTA, Rosane Mayara Andrade; MORAES, Cinara Aparecida de; JÚNIOR, José Gonçalves Teixeira. O uso do lúdico em sala de aula – um jogo confeccionado com materiais alternativos. Faculdade de Ciências Integradas do Pontal – Universidade Federal de Uberlândia. XVI Encontro Nacional de Ensino de Química e X Encontro de Educação Química da Bahia. 2012.
·        
      FIGUEIROA, Natália Lima. Sobre tornar-se docente: uma trajetória perpassada pelo programa institucional de bolsas de iniciação à docência. PIBID: memórias de iniciação à docência. Orgs: RAMALHO, José Rodorval; ALMEIDA E SOUZA, Rozenval de. Campina Grande: Editora da UFCG, 2013.
·    
       JÚNIOR, João Feres; POGREBINSCHI, Thamy. Democracia, cidadania e justiça. Sociologia: ensino médio / Coordenação Amaury César Moraes. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. 304 p.: il. (Coleção Explorando o Ensino; v. 15).
·  
    NICOLAU, JAIRO. O sistema eleitoral de lista aberta no Brasil. Dados. Vol. 49, nº 4. Rio de Janeiro, 2006.
·       
        WEFFORT, F. Os clássicos da política vol. 1. 13 ed. São Paulo: Ática, 2000.

23 de ago. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| domingo, agosto 23, 2015


Larissa Lima Santos
Leonardo Lima Santos
Pedro Fragoso Costa Júnior
Rômulo Iago de Jesus e Santos
Thiago Neri













Nos dois últimos dias do mês de julho, uma quinta-feira e sexta-feira, realizamos nossa segunda intervenção da unidade de Política com as turmas do 3ºBN e 3ºAN do Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos (CEMPA). Como de costume, o supervisor e os licenciandos do PIBID Sociologia do CEMPA, chegaram ao colégio às 17h00minhs para nossa reunião e para os últimos ajustes do planejamento da intervenção. Às 18h40minhs fomos para sala de aula, e aguardamos até às 19h00minhs uma quantidade razoável de estudantes para começarmos a intervenção. É válido ressaltar que alguns estudantes que chegaram mais cedo, estavam fazendo atividade da disciplina de filosofia para entregar naquele dia.
A atividade tratou dos tipos de democracia, direta e indireta. A principal proposta da atividade era comentar as características e os diversos aspectos da democracia no modelo clássico e moderno, incluindo assuntos que estão vigentes no cenário político atual, bem como a existência dos três poderes do Estado, a influência de empresas, o questionamento da própria representatividade nesse modelo de governo.
Começamos com um retorno a discussão sobre democracia como “Governo do povo, de todos os cidadãos, ou seja, de todos aqueles que gozam dos direitos de cidadania” (BOBBIO, 1998), dando foco aos tipos de democracia:

      a)    Direta em que “as decisões são tomadas em comum por aqueles que afetam” (GIDDENS, 2012)
     b)   Indireta em que “as decisões que afetam a comunidade são tomadas não por seus membros como um todo, mas por pessoas que foram eleitas para essa finalidade” (GIDDENS, 2012).

Na turma 3ºAN quando começamos a intervenção um ruído externo de uma máquina cortadora de grama atrapalhou a concentração de quem apresentava e a dos estudantes:

Tentei falar um pouco mais alto, mas não foi o suficiente para que os estudantes conseguissem escutar com clareza o que eu estava falando. Foi uma experiência bem desagradável que impediu a comunicação e o diálogo com os estudantes e que os dispersou da aula. (Larissa, licencianda Sociologia)

Em Dreossi e Momensohn-Santos (2005) percebemos os possíveis problemas ocasionados pelos ruídos externos à sala de aula:

Enquanto uma pessoa nem percebe que está passando um carro com alto-falantes na rua durante sua aula, uma outra poderá ter que recorrer a estratégia de sentar-se mais à frente, outra poderá se desinteressar do assunto, pois não está conseguindo seguir a fala do professor, outro poderá começar a ter incômodos físicos como dor de cabeça, cansaço, dores musculares, etc.  (2005, p. 2)

Apesar da experiência desagradável ocasionada pelos ruídos externos, o PIBID mostra sua validade ao propiciar que estudantes de licenciatura na graduação conheçam a realidade da sala de aula e as possíveis interferências externas buscando maneiras de lidar com situações diversas.
Na turma 3º BN à medida em que chegavam os alunos, Leonardo começou a explicar como aconteceria a atividade e iniciou contextualizando a antiga Grécia e o modelo de democracia (direta) utilizado naquele período. Alguns alunos demonstraram que compreendiam a característica básica de cada tipo de democracia que seria tratada: “Houve, logo, algumas perguntas e opiniões de uma aluna e de um aluno nesta parte da intervenção. Utilizamos um pouco o quadro para ajudar na exposição” (Leonardo, licenciando Sociologia). Destacando as características da democracia direta e o modo como as decisões eram tomadas nas cidades pelos ditos cidadãos, mencionou também em alguns momentos a debilidade da democracia indireta em dar voz ao povo. Neste momento, uma das alunas lembrou-se de um projeto da prefeitura denominado “Prefeitura-Bairro” que tem como proposta uma maior proximidade da prefeitura com os problemas dos bairros da cidade. Em seguida Pedro abordou a democracia representativa:

Busquei abordar o lado positivo e negativo de uma democracia indireta ou representativa, com o intuito também de esclarecer às frustrações dos alunos e da sociedade em geral no que diz respeito às expectativas destes com o regime político no qual estão submetidos. Trouxe também na explicação o modo como grupos diversos participam de forma legitima da cena política, como os movimentos sociais, os partidos políticos e também grandes empresas. A turma pareceu compreensiva quanto a questão da representatividade debilitada nesse estilo de regime, pois tendo esclarecido que a política vista como um jogo de negociações, o povo fica em segundo plano e as decisões são sempre direcionadas à maioria. (Pedro, licenciando Sociologia)

Ainda nessa atividade propomos uma votação dos estudantes da turma referente à liberação ou a proibição do wifi no colégio, isso por meio de um plebiscito, nesse momento 4 alunos foram orientados a argumentar 4 pontos de vista distintos para convencer o coletivo.
Cada um desses quatro estudantes ficou responsável por defender um argumento: a) wifi liberado, b) wifi liberado somente para o 3ºBN, c) wifi liberado para o turno noturno, d) wifi proibido. Distribuímos cédulas de votação para os estudantes e pedimos que cada um dos quatro estudantes voluntários desse um argumento para convencer os demais estudantes a votar na proposta defendida por cada um.












     Após essa etapa, deu-se início ao debate sobre a dinâmica e sobre o conteúdo apresentado. A primeira questão que ficou foi: a dinâmica foi uma demonstração de democracia direta ou indireta? Boa parte dos alunos disse que foi uma demonstração de democracia indireta, pois teve votação, igualmente temos hoje no Brasil. Entretanto, outros estudantes apontaram que a votação não foi para eleger representantes e sim para decidir sobre uma política que afetaria a todos, desse modo, a demonstração foi de democracia direta.
      O debate então se seguiu para saber se, caso fosse uma democracia indireta, o resultado para a política do uso do wifi no colégio seria o mesmo. Alguns estudantes disseram que não, mas não souberam justificar. Então apareceu a questão: se os eleitos são representantes de nossos interesses, por que o resultado seria diferente? A resposta CORRUPÇÃO foi a mais usada pelos estudantes.
     Na turma 3ºAN uma das alunas comentou nesse momento que talvez um modelo direto de democracia na atualidade não teria sucesso por questões de incompatibilidade de interesses e falta de tempo disponível pra discutir questões políticas, daí aproveitei o ensejo para usar o próprio plebiscito como exemplo, uma vez que a turma toda expressou sua vontade diretamente e a maioria foi atendida, porém os que votaram diferente provavelmente não se sentiriam contemplados com a decisão final. Com isso discorremos sobre a visão da democracia tida como ditadura da maioria.
A discussão foi encerrada pontuando a presença de interesses de empresários e de grandes empresas na tomada de decisões na democracia indireta. O que levou o debate para a questão do financiamento de campanha.
No fechamento, passamos o questionário objetivo para os educandos responderem e recolhemos finalizando a intervenção.


O formato da atividade, com debate e votação, foi:
3ºAN
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo
0
2
2
9
13

3ºBN
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótima
Sem Resposta
0
0
0
9
10
1

A sua participação na atividade foi:  
       3ºAN      
Péssima
Ruim
Regular
Boa
Ótima
1
3
8
10
4

       3ºBN
Péssima
Ruim
Regular
Boa
Ótima
0
2
8
8
2

A participação de seus colegas na atividade foi:
          3ºAN
Péssima
Ruim
Regular
Boa
Ótima
0
2
4
15
5
3ºBN
Péssima
Ruim
Regular
Boa
Ótima
0
0
7
8
5

Com relação às falhas dos monitores na condução da atividade é possível dizer:
3ºAN
Não houve
Ocorreram poucas
Ocorreram muitas
14
10
2

3ºBN
Não houve
Ocorreram poucas
Ocorreram muitas
15
5
0

A sua chegada a sala de aula foi:
3ºAN
Sem atraso
Com pouco atraso
Com muito atraso
6
18
2

           3ºBN
Sem atraso
Com pouco atraso
Com muito atraso
7
12
1

Conseguimos realizar a atividade dentro do horário da aula, contudo fiquei angustiada por sentir que alguns pontos para explanação que estavam no planejamento não foram tocados, como por exemplo; salientar a expansão da cidadania, a variante da democracia representativa com o papel da representação e a participação política através de sindicatos, movimentos sociais, entre outros (JÚNIOR; POGREBINSHI, 2011). Em relação a minha auto avaliação acredito ser importante repensar novas técnicas que permitam estruturar o planejamento da aula de forma que seja mais fácil a reestruturação em consequência de possíveis problemas que aconteçam no momento da aula. Com estratégias para não comprometer o processo de aprendizagem com a interferência de fatores externos, no caso dessa intervenção, acredito que ter pedido para que a turma formasse um círculo ou estivesse mais próximo geograficamente de mim, e não sentados dispersos na sala poderia ter auxiliado para conseguirem me ouvir e ter feito um esquema no quadro de pontos a serem tratados poderiam auxiliar também para que eu conseguisse resgatar o raciocínio planejado para explanação. (Larissa, licencianda Sociologia)

Referencias

·         BOBBIO, N. Dicionário de Política vol. 1. 11 ed. Brasília: Unb, 1998.

·   DREOSSI, Raquel Cecília Fischer; MOMENSOHN-SANTOS, Teresa. O ruído e sua interferência sobre estudantes em uma sala de aula: revisão de literatura. Pró-Fono Revista de Atualização Científica, Barueri (SP), v. 17, n.2, maio-ago. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pfono/v17n2/v17n2a13.pdf.

·        FERES JUNIOR, J.; POGREBINSCHI, T. Democracia, cidadania e justiça. In: MORAES, A.C. Sociologia: ensino médio. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. 304 p.: il. (Coleção Explorando o Ensino; v. 15);

·       GIDDENS, A. Política, governo e movimentos sociais. In: _____. Sociologia. Tradução de Ronaldo Cataldo Costa. 6. ed. Porto Alegre: Penso, 2012, cap. 22, p. 697 – 726

·        TERRIBELLE, Alexssandra de Oliveira. Juventude, trabalho e ensino noturno: um estudo sobre os jovens da periferia de Goiânia. 2006. 92 p. Dissertação. Universidade Federal de Goiás. Disponível em: https://pos-sociologia.cienciassociais.ufg.br/up/109/o/Alexssandra.pdf.


·       JÚNIOR, João Feres; POGREBINSCHI, Thamy. Democracia, cidadania e justiça. Coleção explorando o ensino: Sociologia. v.15. 2011.

20 de ago. de 2015

Postado por PIBID Sociologia UFBA
| quinta-feira, agosto 20, 2015
Larissa Lima Santos
Leonardo Lima Santos
Pedro Fragoso Costa Júnior
Rômulo Iago de Jesus e Santos
Thiago Neri



Em meio ao caldeirão das relações de poder incrustadas nas ações humanas, a política é uma terminologia de sabor marcante – adocicado para poucos, amargamente apodrecido para muitos. É assim também que pensam a maioria dos brasileiros com relação à política, pois há uma noção de que ela é uma podridão só – expressa através do elevado nível de corrupção – capaz de ofertar oportunidades de ganhos ilegais a qualquer um, gerando uma expectativa distorcida: “Se estivesse lá roubaria também”.
Diante dessa realidade de aversão à importância da política, torna-se de relevante ação o trato das relações políticas no âmbito do ensino da Sociologia no ensino médio. A forma de abordar como as diferentes formas de governo se comportam foi um desafio imposto, sendo assim a melhor resposta foi a mais simples: um jogo de dicas.  
Confeccionamos cartazes colando os nomes de três formas de governo: monarquia, autoritarismo e democracia. Além disso, fizemos dicas para que os estudantes em grupo discutissem e colassem cada dica de acordo com a forma de governo que eles acreditassem ser a correta.
O autoritarismo como “os regimes que privilegiam a autoridade governamental e diminuem de forma mais ou menos radical o consenso, concentrando o poder político nas mãos de uma só pessoa ou de um só órgão e colocando em posição secundária as instituições representativas” (BOBBIO, 1998), Democracia como “Governo do povo, de todos os cidadãos, ou seja, de todos aqueles que gozam dos direitos de cidadania” (BOBBIO, 1998) e monarquia como “um regime substancial, mas não exclusivamente mono pessoal, baseado no consenso, geralmente fundado em bases hereditárias e dotado daquelas atribuições que a tradição define com o termo de soberania” (BOBBIO, 1998).
A metodologia de utilização de dicas e divisão em grupos objetivava que os estudantes tornassem o processo de “aprendizagem significativa” (COSTA; MORAES; JÚNIOR. 2012) e fossem protagonistas na construção dessa aprendizagem. É válido ressaltar que:

Com a utilização de atividades lúdicas o ensino torna-se mais participativo e dinâmico, e deste modo, o aluno deixa de ser um simples receptor de informações transmitidas pelo professor passando a ser um agente ativo durante as aulas, e como resultado passa a ter maior interesse pela disciplina. (COSTA; MORAES; JÚNIOR. 2012).
                   
           Na reunião de preparação da atividade, dividiu-se entre os bolsistas do PIBID a elaboração para que cada um ficasse responsável por uma forma de governo e criasse quatro dicas sobre a forma de governo. Com isso, foram criadas 12 dicas, já se pensando que seria possível dividir cada turma em quatro grandes grupos. Atentamos que o indicado não era exclusivamente o número de acertos, mas uma auto avaliação do quanto eles estavam à par do assunto.








            




        Nos dias 16 e 17 de julho a atividade foi aplicada nas turmas 3º BN e 3º AN respectivamente. Combinamos de chegar às 16h30minhs no colégio para acertar os últimos detalhes da atividade, como por exemplo: cortar as dicas, testar os equipamentos como o Datashow e a caixa de som, além de salvar o vídeo no computador da escola para ficar mais fácil para utilização na atividade.
        Para a atividade utilizamos a sala de multimídia do colégio. Alguns estudantes chegaram cedo na turma 3º BN, mas em sua maioria chegaram atrasados. Situação corriqueira, uma consequência de a maioria estar retornando do trabalho no final da tarde, pegando engarrafamentos, entre outras situações. Novamente o tempo foi elemento gerador de empecilhos, pois na turma 3º AN dois terços da turma chegaram com um certo atraso.  Assim que os alunos chegavam, eram orientados pelos bolsistas como proceder na atividade, recebiam os materiais ou se integravam em algum grupo já feito.
    Dúvidas surgiram durante todo o processo de montagem dos cartazes. Alguns estudantes confundiram as características da monarquia com as do autoritarismo, enquanto outros buscaram pegadinhas nas dicas para ver se realmente estavam fazendo direito.  Os alunos e alunas discutiram bastante sobre o tema. Alguns ficavam somente olhando, o que é comum. Os monitores (licnciandos): Pedro, Larissa, Iago e Leonardo, ficaram passando nos grupos para poder observar e ajudá-los de alguma forma, mas sem dar alguma pista.
         A turma 3º AN durante a execução demonstrou afinidade e participação mútua. Três dos grupos se mostraram confusos entre as dicas que mencionavam os três poderes. Embora alguns comentassem alguma semelhança entre o autoritarismo e a monarquia, ressaltavam a relação da monarquia com a figura do rei. Contudo, dois dos quatro grupos erraram na colagem das dicas que mencionava os três poderes do Estado, levando-os a confundirem as características entre autoritarismo e democracia. Os outros dois grupos colaram corretamente as dicas nas respectivas colunas.
      Por sua vez, na turma do 3º BN observa-se que na maioria dos grupos não ocorria a leitura coletiva no grupo nem o debate sobre em qual forma de governo cada dica se encaixaria, mas os estudantes iam lendo individualmente a dica e colocavam na forma de governo que acreditavam ser a correta. Com isso, nós bolsistas, ficamos mais próximo dos grupos, incentivando que discutissem coletivamente sobre as dicas. Foi perceptível que os estudantes que chegaram atrasados ficaram prejudicados, pois quando se encaixavam nos grupos, a maioria já tinha discutido sobre as dicas, alguns já tinham chegado a colar as dicas, e com isso não puderam contribuir muito na construção da atividade.
Para finalizar, os licenciandos passaram na turma 3º BN um vídeo explicativo sobre as formas de governo que auxiliou a tirar mais algumas dúvidas da turma em relação às dicas utilizadas na dinâmica da atividade. Já que não tivemos como reproduzir o vídeo pra a turma do 3º AN, pois um professor havia levado a chave da sala multimídia pra casa por engano, a turma comentou sobre as dificuldades para decidir à respeito das dicas e sobre qual forma de governo cada um achava mais viável para se viver em sociedade.

Agora temos que ter cuidado com os termos sociológicos que os alunos têm dificuldade de compreender; e isso aconteceu em um momento da exposição. Contudo, fizemos uma intervenção que, de modo geral, acredito que conseguimos fazer com que os educandos compreendessem melhor o tema. (Leonardo, licenciando em Ciências Sociais)

Considerando a avaliação como parte do processo de elaboração e execução da atividade, uma semana após a execução da intervenção, os licenciandos voltaram à sala de aula para colher as opiniões e impressões dos estudantes sobre as atividades através das respostas deles a um questionário elaborado em conjunto pelo grupo do Pibid que atua no colégio. Obtendo os seguintes dados:

Com relação à discussão das três formas de governo, você considera:

Turma 3ºAN
Desnecessária
Pouco relevante
Relevante
Muito importante
0
0
02
18

Turma 3ºBN
Desnecessária
Pouco relevante
Relevante
Muito importante
0
0
1
19 

A atividade mostrou que seu conhecimento sobre o tema estava:

Turma 3ºAN
Abaixo
Regular
De acordo
Acima do necessário
03
08
07
02

Turma 3ºBN
Abaixo
Regular
De acordo
Acima do necessário
6
9
5
0

O formato da atividade em equipe para construir cartazes foi:

Turma 3ºAN
Ruim
Pouco interessante
Interessante
Ótima
01
0
12
7
          
Turma 3ºBN
Ruim
Pouco interessante
Interessante
Ótima
0
0
7
13


Com relação às explicações e apoio dos monitores:

Turma 3ºAN
 Ruim
Regular
Boa
Ótima
0
03
03
14

Turma 3ºBN
Ruim
Regular
Boa
Ótima
0
0
7
13


Com relação às falhas é possível dizer:

Turma 3ºAN
Não houve
Ocorreram poucas
Ocorreram muitas
08
11
1

  
Turma 3ºBN
Não houve
Ocorreram poucas
Ocorreram muitas
9
10
1



Em sua maioria, os estudantes concordam que debater sobre as características das formas de governo é importante e que a atividade feita pelos licenciandos do Pibid, com o formato de elaboração de cartazes com dicas, ajudou a reforçar o conhecimento dos discentes sobre o tema.
Os educandos consideraram o trabalho em equipe na elaboração dos cartazes entre regular e ótimo, com a maioria indicando pra ótimo, assim como a orientação dos licenciandos do Pibid durante todo o processo da atividade, que foi considerada com poucas falhas de execução, desde a explicação das regras do jogo até o auxílio no decorrer da confecção dos cartazes.

Acredito que houve falhas, mas, de todo modo, fizemos uma atividade que os educandos participaram bastante, alguns deram sua opinião sobre as formas de governo; e avaliaram bem a intervenção mediante o questionário que aplicamos. (Leonardo, licenciando em Ciências Sociais)

Por fim, é importante comentar a importância da construção e escrita dos relatos pós-atividade. Relatar o vivenciado em sala de aula nem sempre é fácil, já que nem sempre conseguimos escrever logo após a realização da atividade. Mas é significativo explorar a percepção, enquanto licenciando que galga a posição de professor, acerca da atividade na sala de aula, permitindo com a escrita recuperar momentos vivenciados na sala de aula com suas alegrias e desafios e refletir sobre eles.

O professor constrói sua performance a partir de inúmeras referências. Entre elas estão sua história familiar, sua trajetória escolar e acadêmica, sua convivência com o ambiente de trabalho, sua inserção cultural no tempo e no espaço. Provocar que ele organize narrativas destas referências é fazê-lo viver um processo profundamente pedagógico, onde sua condição existencial é o ponto de partida para a construção de seu desempenho na vida e na profissão. Através da narrativa ele vai descobrindo os significados que tem atribuído aos fatos que viveu e, assim, vai reconstruindo a compreensão que tem de si mesmo. (CUNHA, 1997, p.3). 


Na construção de uma educação libertadora, em que os estudantes sejam protagonistas do processo de aprendizagem, é fundamental a percepção de educadores e dos educandos enquanto pessoas que têm: corpo, histórias de vida, biografia, entre outras características. E compreender que todos esses fatores influenciam no processo de aprendizagem no espaço escolar.

Referências

  • BOBBIO, N. Dicionário de Política vol. 1. 11 ed. Brasília: Unb, 1998.

  • COSTA, Rosane Mayara Andrade; MORAES, Cinara Aparecida de; JÚNIOR, José Gonçalves Teixeira. O uso do lúdico em sala de aula – um jogo confeccionado com materiais alternativos. Faculdade de Ciências Integradas do Pontal – Universidade Federal de Uberlândia. XVI Encontro Nacional de Ensino de Química e X Encontro de Educação Química da Bahia. 2012.

  • CUNHA, Maria Isabel da. Conta-me agora! As narrativas como alternativas pedagógicas na pesquisa e no ensino. Revista da Faculdade de Educação. Vol. 23. N. 1-2. São Paulo. Jan/Dec. 1997.

  • GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.